domingo, 24 de junho de 2007

Hoje não...




Hoje não quero ouvir, sentir, dar, receber, nada... hoje quero ficar num cantinho em que só eu lá caiba...

Hoje dói-me tudo, sem que sinta nada, há um vazio enorme, dentro de mim, que nem sequer me apetece preencher, a alma está ferida, o corpo dormente....
Ter de levantar-me, arranjar-me e sair de casa neste estado é demasiado doloroso.... e olhar-me foi terrível.
Não me apetece tirar os óculos de sol, num dia tão triste como este, não me apetece tirar o casaco dentro de um espaço quente, não me apetece olhar, não sei o que estou aqui a fazer, é tudo demasiado para mim hoje...
Os pássaros não cantam na minha janela, o dia não quer nascer, o sol não vai brilhar, o vento pede-me para que volte para casa, mas tenho de ficar...
Esta melancolia que me invadiu, teima em deixar-me assim, amorfa, pesada, enrugada, mesquinha e eu não sei lidar com isto!

A vida não é para ser assim e eu não gosto de ser assim, mas até a a tentativa de esboçar um sorriso é infrutífera, como se cada músculo do corpo me pedisse hoje para que o deixe em paz, para que o esqueça por hoje, como se a alma tivesse tirado o dia só para si para se recompor, ou talvez reciclar...

Nunca percebi se estes dias são negativos ou positivos, pois é sempre em dias como este que renasço de mim própria, que retiro ensinamentos de vida, que descubro mais um pedaço de mim, mas dói...
Não vejo a hora de regressar a casa, deitar-me na minha cama, colocar uma música bem calma... chorar talvez... eu adoro chorar, chorar porque sim, porque lava os sentires, porque nos levita, depois tomar um banho e deitar para voltar a renascer.

É isso, preciso renascer....

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Viver....


A vida nem sempre é como gostamos, ou se calhar a grande dificuldade é saber do que se gosta...


Entre as noites tórridas de um calor que vem de dentro e uma aragem que continua a deixar-me a pele arrepiada, sinto-me sempre preparada para o que a vida reservou para mim, ainda que nem sempre o aceite de animo leve, prefiro ser eu a conduzir a vida, não gosto que seja ela a transportar-me, não vá ela deixar-me num sitio de onde seja já irremediável sair...



Os ventos provocam-me incertezas, desânimos momentâneos, apatias desconfortáveis, por vezes a insegurança é a maior certeza...


Do alto do meu ser, sinto-me por vezes tão pequena, dentro de todo este fogo que me consome, há um gelo tão poderoso que quase rói...


Acordar todos os dias e manter a rotina que muitas vezes é só para nos sentir-mos vivos, não chega para me sentir realizada, os objectivos, as ambições só me tornam escrava da vida e deixar de viver pelo que gosto, mas viver pelo que quero, já chega.


O que eu quero mesmo é chamar vida a tudo o que faço por prazer, acordar cedo porque há demasiados sorrisos para dar nesse dia, porque há momentos que não posso mesmo perder, viver pelo prazer de saborear o que me faz mal e me sabe pecaminosamente bem....


Viver para depois morrer não chega, quero viver tudo o que a vida deixar, sem a obrigação de ter de cumprir os meus objectivos, sem a pressão de ter de ser feliz, só se é feliz quando nem nos lembramos que a felicidade existe...

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Há voltas e voltas....

Bem a minha vida é fantastica....
agora pareço estar a esncarrilar com as coisas...
Num tempo em que era assombrada por uma tristesa constante... pois num tempo.. que já passou!!!

Numa transformação repentina tornei-me amiga da noite.... do amigo... do conhecido... do verão, da loucura em que se tornou a minha vida!

Adoro-me... como diz o anuncio... se eu gostar de mim... kem não gostará???

loool

Sinto-me feliz... estou rodeada por tudo aquilo que me fascina e me alegra... miuda! fazes parte da minha vida.. és uma irmã não de sangue mas de alma! Agradeço-te por teres me abraçado durante esta transformação... agora a bombar No Mangas Bar!

lololol

Estou tão feliz k m apetece gritar ao mundo!

...
Mas sinto me muito realizada... Dedicando-me a mim e ao que me rodeia.. sozinha... não! Sempre com o meu coração cheio de gente, de emoções.....

Amo-te VIDA!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Grazie...


Há certos dias em que a angustia se apodera de mim, de tal forma que me é impossível, sequer perceber a sua razão, sentir-me vazia, cabisbaixa e não saber como actuar é das piores sensações que pode ter a vida.
Uma vida sem objectivos e ambições não é vida é passagem pelo mundo, viver só por viver é um estado latente ao qual não estou habituada e não gosto de encarar, mas ás vezes custa seguir os caminhos traçados.
Sou uma pessoa dita bem disposta, sorridente, lutadora, como todos devemos ser, mas tenho momentos em que só o silêncio me pode aconselhar, em que a meditação é a melhor bebida para a alma, em que a música só alimenta o vazio que se instala em mim. Se calhar todos nós temos momentos destes, eu é que nunca saberei lidar com eles, se apesar de todas as adversidades que tem uma vida, não conseguir sorrir, não conseguir ultrapassar e passar ao nível seguinte, não consigo encontrar vontade de viver.
Sempre me senti de certa forma incompreendida, lembro-me de uma pessoa um dia me dizer isso mesmo, que toda a vida teria a noção de que ninguém percebe o meu ponto, os meus medos, as minhas angústias, porque algumas vezes nem eu mesmo percebo o porquê das coisas, o porquê do meu estado, aceita-las e aceitar-me como sou...
Escrever sempre foi das melhores formas de me libertar, sempre foi um cato de liberdade, sempre me fez sentir bem, ou porque exorcizava os fantasmas que pairavam sobre a minha mente, ou porque dessa forma revia um momento de alegria, ou porque é uma das melhores formas de recordar, porque me encantam as palavras e porque definitivamente é a melhor forma de sedução.

Escrever sobre nós próprios é talvez a maneira mais fiel e genuína de sentir, escrever sobre o que nos atormenta é como encarar de frente um problema que por vezes está só na nossa mente. escrever sobre o que me fascina é das maneiras mais prazerosas de passar o meu tempo... descrever em palavras o prazer da carne, o erotismo, a sensualidade, é um exercício sempre arriscado, sempre tentador, perigoso, mas igualmente gratificante, excitante quando o que lá está, fui eu, foi sentido por mim, é parte integrante de mim, é o meu suor, são os meus sorrisos, os meus gemidos... uma paixão sem dúvida.
Quando comecei a escrever este blog, não tinha muito bem a noção do que queria... apenas sabia que queria algo além dos meus documentos e uma página fria do Word para salvar palavras por mim ditas, pensadas, escritas... vividas! Queria algo com que me identificasse,o onde pudesse expor tudo o que guardo para mim, sem medos e receios tontos!
Quando comecei não sabia ao certo que tipo de conteúdo pretendia para o 'meu blog', confesso que era algo que me assustava, pela responsabilidade que sentia, já que escrever ainda que só para eu ler, mas ler-me... pode ser assustador. Inconscientemente, acabei por enveredar por este tipo de blog, mais ou menos sensual, despido de receios, sincero sempre, não foi uma escolha pensada, percebo agora que foi uma necessidade... que na realidade me faz muito bem....
Mas se me permitem, está a ser un vero piacere, deixar-me aqui, sempre que a alma mo pede e as palavras mo permitem...

A quem me lê, o meu imenso Obrigado...

quarta-feira, 21 de março de 2007

O amor...


Não gosto da expressão "fazer amor", o amor não se faz... sente-se!
E a verdade é que se vai sentindo cada vez menos... se é que se sente, cada vez se crê menos no amor, cada vez é mais difícil o amor na verdadeira acepção da palavra... qual será a acepção?

Houve um tempo, em que julguei mesmo que um dia olharia para um homem e saberia no mesmo instante "é aquele" e todas as palavras do mundo seriam desnecessárias, pois a simples troca de olhares formaria uma linguagem universal entre dois bons amantes ... ainda acredito.

Aliás, costumo pensar no que será de facto o amor, há inúmeras definições, há belíssimos poemas, há maravilhosas melodias... mas terá alguém alguma vez percebido que o que sentia era mesmo amor?

Se é amor a sério, enfrenta tudo?

Se é amor incondicional, perdoa tudo?

Se é amor puro, dura para sempre?

Deixem-me acreditar que sim, não quero ouvir mais que afinal já não há amores verdadeiros, que as relações são como o fast-food, que o sexo prevalece aos sentimentos~. Deixem-me continuar na ingenuidade então.

O amor nada tem a ver com sexo, a amor sente-se na alma, o bom sexo vive-se na carne.

O sexo é prazer, intenso, luxúria, desejo, carne, fogo... e a amor, que palavra minúscula para tamanho sentimento, que significado reduto para tamanha felicidade, que letras vãs para inigualável estado de alma...

Cada vez apetece-me mais o amor, se calhar pela raridade, hoje em dia tem-se sexo a qualquer hora, tem-se prazer em qualquer canto, mas há vidas que passam sem um único segundo de amor, que tristeza... tenho medo.

Não sei definir o amor, provavelmente nunca o senti, mas se o senti, se aquilo era o amor, então foi de facto bom, tão completo e único que não arrisco a explicá-lo e dessa forma reduzi-lo!

Todas as definições de amor que li, achei sempre incompletas, todas as imagens que vi, sempre me pareceram ocas, mas os actos de amor, aqueles pequenos gestos imperceptíveis aos olhos alheios, aqueles sorrisos perdidos no meio da multidão, aquela vida partilhada sem nada a partilhar... isso deve ser amor.

Não devem haver almas gémeas, os gémeos nem sempre se dão bem e as almas dos seres que se amam, provavelmente complementam-se no meio das suas diferenças.

Se calhar o amor nem existe, por isso é que há tantas definições para o mesmo sentimento, se calhar todos buscamos com tanta intensidade algo de tão profundo e na realidade o que há é só vontade imensa de nos darmos a quem nos quer bem, e fazer o bem a quem nem sempre nos conhece....

sexta-feira, 16 de março de 2007

Apetece...


Apetece-me o amor, ou talvez a sensação pura, livre, inocente e inconsequente que ele me provoca.

Apetece-me a paixão arrebatadora, irracional, impulsiva, intensa, verdadeiramente apoteótica...

Amagia das borboletas no estômago, a loucura dos actos impensados, a fantasia do eterno, a utopia da perfeição... apetecem as noites sem sono, os dias sem fome, as palavras sem sentido e o olhar perdido a procura de alguém... sobretudo sentir que é aquele alguém...

Esperar um dia inteiro por um beijo que sei, vai valer cada minuto de espera e sorrir secretamente com a memória do ultimo entralaçar de mãos.

Apetece-me ter um alguém a quem entregue a alma para me cuidar, a quem dê o que sou e me ame por isso mesmo, a quem conte todos os meus medos e segredos, e num só abraço ou num mero afago consiga dissipar....
alguém que eu possa cuidar e mimar, contar os meus pecados e pecar em perfeita sintonia.

Acordar numa manhã de chuva, dentro de um pijama, despenteada e ensonada, olhar para o lado e perceber que não me falta nada, saber num olhar que estou perfeita e sentir num beijo o calor a brotar do âmago...

Apetece-me levitar com um olhar, roborizar com um sorriso, transpirar com um gesto e gaguejar com uma atitude.

Apetece-me viver por e para alguém, apetece-me esquecer limites e racionalidades, pensar que tudo é para sempre e que o amor é uma condição de vida da qual não abdico mais...